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Mostrando postagens com o rótulo Considerações

Direitos Humanos, que joça é essa?

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É abrir a rede social, e vejo milhares de postagens e comentários gritando contra os Direitos Humanos.   Não me espanta, aqueles que falam mal, nunca leram a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) . A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi criada em 10 de dezembro de 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Inúmeros países assinaram e, como o Brasil, se comprometeram a guiar suas sociedades tendo como base a DUDH. Atentem-se para a data. A DUDH foi promulgada 3 anos depois da 2ª Guerra Mundial. O mundo havia vivenciado o horror do holocausto e as chances de repetirmos os mesmos erros eram enormes. Milhares de judeus, ciganos dentre outras minorias sofreram com o avanço dos regimes facistas na Europa. Considerando que todos os membros pertencentes à família humana possuem direitos iguais, inalienáveis que são fundamentados na liberdade, na justiça e na paz mundial. Que o desrespeito aos direitos humanos nos levaram, muitas vezes, a ba...

Adeus a Lula?

Minha mente se volta para a condenação de Lula em segunda instância e me pergunto o que pode significar isso para a nossa política. Gostaria muito de acreditar que a condenação de Lula reflete que possuímos uma constituição e uma base moral sólida. Entretanto, sabemos que não é verdade. Nos últimos tempos, vemos o presidente Michel Temer cometendo atos que o levariam direto par a um impeachment, mas com o apoio do congresso e a distribuição de emendas parlamentares, ele comprou a sua sobrevivência. Se alguns estão acima da lei e outros não, posso afirmar que Lula não está. Não está porque ele ousou se opor àqueles que governam de fato esse país. Aqueles, não são a maioria dos cidadãos brasileiros que viam na candidatura de Lula uma forma de recuperar as conquistas sociais que estão indo para o abismo com o governo Temer. Se damos adeus a Lula, deveríamos pensar: quem nos representará em 2018? Existe um descrédito de nossa classe política. Alguns oportunistas podem aproveitar...

Moonlight – Sob a luz do meu sentir

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Ganhador do Oscar de melhor filme, “Moonlight – Sob a luz do Luar” tocou em um ponto: relações humanas. Quando absorvi a ideia de Litlle, uma criança negra que sofre booling na escola, filho de uma mãe solteira viciada em crack pensei nas milhares de crianças brasileiras que estão em situação parecida em nossa sociedade. Em milhares de milhares de crianças negras no mundo em situação de vulnerabilidade. Vejo as crianças como pequenos indivíduos que precisam de um ente estruturador. Dia-a-dia, esses pequeninos seres humanos se deparam com sentimentos e situações novas que não entendem e precisam de ajuda para o fazê-lo. Em minha experiência de vida, esse ente seria a responsabilidade dos pais. Quando falo pais, não me refiro somente aos progenitores biológicos, mas a àqueles que assumem o papel de educar uma criança. No filme, quando a mãe de Chiron é apresenta como uma mulher solteira, me perguntei onde estaria o pai de Little. Essa criança não foi concebida em provet...

Meu coração tem cor

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Quando assisti Rosa Choque, espetáculo dirigido por Cida Falabella e estrelado por Cris Moreira e Guilherme Théo, algo tinha que mudar em mim. A peça propõe ao público uma reflexão sobre a identidade e a representatividade que o gênero possui em nossa sociedade. Suas passagens me levam até Simone de Beauvoir que diz: ”...ninguém nasce mulher, torna-se mulher.” Mostra como nossas identidades são forjadas, impressas com o ferro quente, cultural, em nossos psicológicos. Somos socialmente moldados. No discurso de gênero, percebo o quanto somos direcionados a nos tornarmos machistas e misóginos. Destinamos as roupas azuis para os meninos e as rosas para as meninas ao nascerem. Desde cedo, as garotas aprendem a cuidar de um bebê em suas brincadeiras com bonecas. Já os garotos, afastados dessas possibilidades, são incentivados a lutarem, serem fortes e nunca chorarem. Certa vez, quando criança, observava minhas irmãs brincarem. Cada uma tinha um papel: mãe, empregada, filha...

Crime e Castigo

Ler "Crime e Castigo" me deixou boquiaberto. Como um livro pode ser tão atual? Dostoievski não teve escrúpulos para brincar com minha relação com a justiça. O que é o crime? Qual será a punição? A lei é para todos? Todos são iguais perante a lei? Outro ponto me abalou um pouco mais. A ideia de que a sociedade é dividida em duas castas: pessoas ordinárias e pessoas extraordinárias. O primeiro grupo seriam pessoas comuns. Pessoas que obedecem as leis e trabalham apenas para a sua subsistência. Não pense que nesse grupo, a origem social ou a riqueza são relevantes. São pessoas que apenas constituem uma massa alienada, que remam conforme a maré e se sentem bem em ser guiadas pelo pastor, pelos governantes ou pela televisão. O destino é algo que não importa. Basta apenas que continuem seguindo. O segundo grupo de pessoas, as ditas extraordinárias, são as que se sentem e se colocam acima da lei. Tais criaturas ignoram as regras, passam por cima de tudo para que se...