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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

Pássaro Preto

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Na casa de vó, Estava o pássaro preto, Cata-piolho-peto Cata-piolho. Triste o enjaulado, Recusava a cantar, Tristeza calava, Enclausurava o piar. “Não fica assim, Peto”, Dizia o menino, indicador a balançar, Cafuné no pássaro-preto, Sono a dominar. Um dia o pássaro fugiu, Aproveitou, avó o descuidar. O menino chorou, Seu amigo alforriado estar. Piu, piou o pássaro-preto, “Não chore menino”, No alto do limoeiro, Piou para o menino acalentar. Imagem de "O menino e o pássaro preto III" de Alexandre Vilas Boas. Técnica: Gravura em relevo - Xilogravura - 2011.

Adeus a Lula?

Minha mente se volta para a condenação de Lula em segunda instância e me pergunto o que pode significar isso para a nossa política. Gostaria muito de acreditar que a condenação de Lula reflete que possuímos uma constituição e uma base moral sólida. Entretanto, sabemos que não é verdade. Nos últimos tempos, vemos o presidente Michel Temer cometendo atos que o levariam direto par a um impeachment, mas com o apoio do congresso e a distribuição de emendas parlamentares, ele comprou a sua sobrevivência. Se alguns estão acima da lei e outros não, posso afirmar que Lula não está. Não está porque ele ousou se opor àqueles que governam de fato esse país. Aqueles, não são a maioria dos cidadãos brasileiros que viam na candidatura de Lula uma forma de recuperar as conquistas sociais que estão indo para o abismo com o governo Temer. Se damos adeus a Lula, deveríamos pensar: quem nos representará em 2018? Existe um descrédito de nossa classe política. Alguns oportunistas podem aproveitar...

Não sou meu irmão

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Assis com “Esaú e Jacó” e Hatoum com “Dois Irmãos” tratam de um assunto muito caro a todos nós: a família. Não é uma família qualquer, se bem que poderia ser a sua, ou minha. São famílias com relações tão complexas que poderiam ser reais, repletas de mazelas, segredos guardados a sete chaves. Nas duas histórias, os conflitos são potencializados e desenvolvem-se em torno de irmãos gêmeos. Esqueça toda aquela história dos documentários e reportagens que evocam o misticismo que cerca esse tipo de nascimento. Esses irmãos se odeiam. No romance de Machado de Assis, Pedro e Paulo, os protagonistas brigaram desde o ventre. Eles competem entre si pelo amor da mãe, de uma mulher, pelo sucesso. Em “Dois Irmãos” não é diferente, Yaqub e Omar não nasceram para serem amigos. O que me encantou nas duas histórias foi a relação das famílias com os nascituros gêmeos. Há um esforço sobrenatural para que eles se deem bem. Que se gostem. Ao mesmo tempo eles estão inseridos em um cruel jogo d...