Quando as portas do teatro se fecham e a cortina se abre, emergimos em outro mundo. É na França, em plena segunda grande guerra, que encontramos os personagens, Jim e Hans, enclausurados em um mina de carvão. Entretanto, não são apenas os limites da mina que cerceiam suas liberdades, mas a psique em conflito de cada um. Os laços de sangue, segredos, amores, o frio enregelante, situações e sentimentos que marcam a pele dos personagens como a fuligem e a sujeira do carvão. Com personagens potentes e um cenário belíssimo, a história se desenrola baseada na obra de Jean Genet. Com questionamentos atuais, Carvão marca a cena teatral belo-horizontina apresentada pela Cia Drática de Teatro. Talvez, sem ter essa pretensão, a peça estabelece um diálogo com nossa contemporaneidade. Os personagens estão massacrados pelo dono da mina, sem nenhum direito a humanidade. É isso ou a morte pelo frio invernal. Algo que a reforma ...