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Mostrando postagens de julho, 2017

Relógio do sol

Todos os dias, o sol se levanta, Se ergue em um passo lento, Preguiçoso de si e da mesma paisagem, Da Terra, descortinando-se, No girar de seu proprio eixo, No negro firmamento.

Carvão

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Quando as portas do teatro se fecham e a cortina se abre, emergimos em outro mundo. É na França, em plena segunda grande guerra, que encontramos os personagens, Jim e Hans, enclausurados em um mina de carvão. Entretanto, não são apenas os limites da mina que cerceiam suas liberdades, mas a psique em conflito de cada um. Os laços de sangue, segredos, amores, o frio enregelante, situações e sentimentos que marcam a pele dos personagens como a fuligem e a sujeira do carvão. Com personagens potentes e um cenário belíssimo, a história se desenrola baseada na obra de Jean Genet. Com questionamentos atuais, Carvão marca a cena teatral belo-horizontina apresentada pela Cia Drática de Teatro. Talvez, sem ter essa pretensão, a peça estabelece um diálogo com nossa contemporaneidade. Os personagens estão massacrados pelo dono da mina, sem nenhum direito a humanidade. É isso ou a morte pelo frio invernal. Algo que a reforma ...

Solidão-silêncio

O silêncio é a maior companheira de um solitário. Vrum... vrum..., foi-se embora no ronco do motor do caminhão de gás.

Canavial dá fome

Grande, morto, repleto de capital, Adoça meus olhos, Inebria minhas mãos, Farfalha meus ouvidos, Afomeia minha boca.