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Mostrando postagens de março, 2017

Asas de sonhos

Tenho asas, mas, Não sei o que fazer com elas. Tenho asas, mas, Tenho medo de voar alto. Tenho asas, às vezes, Preferia não tê-las. Que adianta ter asas, Se fico enraizado no chão. Asas são como sonhos. Sonhos, são para serem realizados, Assim como as asas, Sonhos são celestiais. Prefiro os sonhos às asas, Quando me perguntam, Porque não as uso, Abro-as, uma grande sombra, Com penas de várias cores, Cada uma, um sonho realizado.

Luxo só, violência e machismo

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Duas matérias me chamaram a atenção ao ler o Estado de Minas de terça-feira, 7 de março de 2017. A primeira, manchete de capa: “A cada hora 15 mulheres são agredidas em Minas”. A segunda: “Luxúria e polêmica”. Segundo a manchete, mulheres pardas e negras somam 61,1 % das vítimas de violência doméstica. Em sua maioria, são os parceiros, maridos e namorados os autores das agressões. Os números são subestimados, pois muitas mulheres não denunciam os seus agressores. Empaticamente, tento me colocar no lugar dessas vítimas de nossa sociedade machista e imagino o quanto é penoso entrar em uma delegacia e fazer uma queixa contra a pessoa que, a princípio deveria ser um parceiro de vida. As pressões que essa mulher precisa conciliar para ter a coragem de fazer a denúncia. São períodos longos de agressões psicológicas e físicas. A família do agressor, em sua grande maioria, tenta colocar o famoso panos-quentes, afinal, roupa suja se lava em casa. Conforme informada pela dele...